Loss descarta surpresa no time, lamenta torcida única e avalia dérbi

Osmar Loss concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira para falar do planejamento do Guarani e da expectativa de estrear no dérbi campineiro, marcado para sábado, no Moisés Lucarelli. Após o treino desta manhã, que teve a presença de torcedores no Brinco de Ouro, o técnico avaliou o tamanho da rivalidade com a Ponte Preta e descartou surpresas na escalação.

Com elenco completo à disposição, Loss deve promover a entrada de Léo Príncipe na lateral direita, no lugar de Fabrício Costa, e também apostar em Felipe Amorim na vaga de Carlinhos. O provável Bugre tem: Giovanni; Léo Príncipe, Ferreira, Diego Giaretta e William Matheus; Deivid e Ricardinho; Felipe Amorim, Thiago Ribeiro e Diego Cardoso; Anselmo Ramon.

– É mais ou menos por aí. Não tem muita surpresa, não. Graças a Deus recuperando jogadores que estão no departamento médico, a gente vai buscar fazer o que fez durante todo o campeonato até esse momento – disse o treinador, que, adepto dos treinos fechados, costuma surpreender nas escalações desde que chegou ao Brinco de Ouro.

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Loss também falou do tamanho do dérbi campineiro no cenário nacional. Acostumado com rivalidades no Rio Grande do Sul (foi técnico de Internacional e Juventude) e São Paulo (na base e no profissional do Corinthians), o treinador disse que é inegável que Guarani x Ponte Preta representa o maior clássico do interior do país.

“Tenho mais condições de responder sobre a rivalidade após o jogo. Hoje eu tenho uma dimensão. Move todas as pessoas da cidade, então isso mostra a importância. Não tenho dúvida que, do interior, é certamente o maior clássico do Brasil. Agora, não posso comparar ainda com Ba-Vi, com Gre-Nal, com clássicos de cidades que têm apenas duas grandes equipes”.

Osmar Loss observa treino com torcida ao fundo — Foto: Marcos Ribolli

Osmar Loss observa treino com torcida ao fundo — Foto: Marcos Ribolli

Outro tema abordado pelo treinador foi a impossibilidade de bugrinos irem ao Moisés Lucarelli no sábado. Desde a volta do dérbi, em maio do ano passado, os jogos são disputados com torcida única, sempre do clube mandante. Loss entende isso como medida de segurança, mas não esconde a decepção de não ter torcedores a seu favor.

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– É uma pergunta muito importante porque recai no que era o futebol brasileiro nos anos 80, anos 90, que o estádio se dividia em dois. Era uma festa bonita. Óbvio que existiam brigas, situações de risco, mas também existia o respeito. É um espetáculo que falta uma peça muito importante, no nosso caso talvez a peça mais importante, que é a torcida do Guarani. Perder um familiar por causa de futebol é uma coisa muito séria. Deixando de lado esse ponto, que é por isso que as medidas foram tomadas, acho que falta um ator principal neste espetáculo. A gente gostaria de dividir o estádio junto com a Ponte Preta de forma ordeira e pacífica. O que a gente pode garantir é que vamos ter esforço redobrado para compensar a ausência deles em campo.

Veja mais declarações de Osmar Loss:

Semana do clássico

– Claro que, pela atmosfera, a semana se torna diferente. A gente procurou, dentro do nosso vestiário, entender a importância que isso tem dentro do campeonato para o Guarani, dentro da cidade para a torcida bugrina. Mas tentamos trabalhar com a consciência maior do que a emoção. Temos que tentar controlar um pouco mais, sabendo de tudo isso que eu falei, mas com muita consciência. É um jogo para se ter consciência e jogar com inteligência.

Torcer contra o Novorizontino

– Sempre é mais difícil torcer para os outros. A gente teve essa experiência na segunda-feira e não é nada agradável ficar na TV, na esperança de que outro time faça algo por nós. A gente tem que trabalhar com as nossas forças, nossos objetivos, para não depender dos outros.

Postura do Guarani no sábado

– Postura sempre tem que ser a busca pela vitória. A estratégia pode alterar, mas a gente vai sempre em busca da vitória. Nunca foi diferente disso, mesmo quando não tivemos o domínio da partida. A estratégia sempre foi buscar os três pontos, e não vai ser diferente agora.

Bugre treinou nesta quinta à tarde em Campinas — Foto: Marcos Ribolli

Bugre treinou nesta quinta à tarde em Campinas — Foto: Marcos Ribolli

Treinar na véspera fora de Campinas

– Estou tendo a minha primeira experiência neste grande clássico. Foi uma decisão tomada em conjunto com o departamento de polícia da cidade. É um clássico que tem um histórico de muitas perdas de vida, então é uma medida de segurança. Não sabia que vocês (jornalistas) estavam sem saber onde a gente treinaria. Para nós, muito melhor seria ficar no mesmo lugar, onde está ambientado e cria uma rotina estabelecida. Mas vamos trabalhar assim.

Importância do dérbi

– Desde que eu cheguei em Campinas, escutei tanta história sobre dérbi: dérbi que venceu e era improvável, que perdeu quando todo mundo achava que ia ganhar, que jogou com jogador a menos, que teve mais torcida que o outro, que teve problema de deslocamento de torcida. Fica difícil levantar uma coisa importante. É o grande jogo da cidade, um campeonato à parte. Claro que tem grandes objetivos, mas é importante também pelo cunho do torcedor. Guarani está há um certo tempo sem vencer esse jogo, então a gente vai trabalhar pelos nossos objetivos dentro do campeonato, mas também para resgatar e quebrar mais um tabu como a gente já fez no campeonato.

O que esperar do clássico

– Vai ser um jogo muito estudado. Pela característica de ambas as equipes, são equipes que gostam de ter a bola, de controlar o jogo. Vai ser muito equilibrado, todos os detalhes vão fazer a diferença a quem sair vencedor.

Espionou a Ponte Preta?

– Eu recebi informações que o Jorginho estava lá em Itu. Treinador deve e pode ir ao estádio ver o próximo adversário. A gente também esteve em Sorocaba para ver o jogo da Ponte contra o São Bento. Isso só demonstra o respeito e a importância que uma agremiação tem sobra a outra.

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