Sociedade ainda espera conclusão das mortes de Marielle e Anderson

Há exatamente um ano Marielle Francisco da Silva, 38 anos e conhecida como Marielle Franco, foi assassinada. Uma mulher negra, bissexual, socióloga, política, feminista e defensora dos direitos humanos, que se declarava “cria da Maré”. Começou a militar a favor dos direitos humanos em 2000, quando uma de suas amigas foi atingida fatalmente em troca de tiros entre policiais e traficantes na Maré. Filiada ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), elegeu-se vereadora do Rio de Janeiro e teve a quinta maior votação na eleição municipal de 2016. Criticava a intervenção federal e da polícia militar em sua cidade, denunciando também abusos de autoridade por parte de policiais contra os moradores de comunidades carentes. Militava também pelas causas da comunidade LGBT. Não chegou a se casar oficialmente com sua companheira Mônica Benício, com quem estava desde 2004. Foi assassinada brutalmente em 14 de março de 2018, há exatamente um ano. Deixou sua única filha, Luyara.

Junto de Marielle levaram a vida de Anderson Gomes, 39, seu motorista. Anderson que morava com a esposa e o filho de um ano na zona norte do Rio, foi atingido com 3 tiros nas costas e morreu enquanto trabalhava. Sua morte demonstra a banalização da violência, quem executou a vereadora não se importou que mais uma vítima fosse feita. A emboscada feita não o tinha como alvo, ele apenas estava no lugar errado e na hora errada.

No dia que completa um ano dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes que chocaram o país, ainda não há respostas certas e concretas sobre quem foi o mandante desse crime. Dois suspeitos foram presos na terça-feira (12), um deles era policial reformado, Ronnie Lessa, e o outro um ex-policial militar, Élcio Queiroz. De acordo com a polícia Ronnie foi o autor dos disparos e Élcio o motorista do veículo usado no crime.

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